Fim da escala 6×1: hotel em Ribeirão Preto relata vantagens ao antecipar modelo com 2 dias de folga por semana

Um hotel de Ribeirão Preto adotou a escala 5×2 em todos os departamentos em 1º de janeiro de 2026, antes da aprovação de uma proposta sobre o fim da jornada 6×1. Segundo a empresa, a mudança foi acompanhada por planejamento para manter o atendimento aos hóspedes.

Em outubro de 2026, o Senado aprovou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê dois dias de descanso semanal e a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas. A proposta ainda depende de promulgação e publicação para entrar em vigor.

Na unidade da Zona Sul de Ribeirão Preto, a camareira Edinalva Bernardo passou a ter dois dias de folga por semana. Ela relata que o tempo adicional permite descansar, conviver com a família e cuidar de compromissos pessoais.

escala 5x2

A experiência do hotel reúne relatos sobre bem-estar e mudanças na organização das equipes. A gestora de pessoas afirma que a empresa ampliou o quadro de funcionários e não registrou perda de produtividade com a adoção do novo regime.

Como o hotel implantou a escala 5×2

A transição na unidade começou em dezembro de 2025, inicialmente com a equipe de governança, e foi ampliada aos demais departamentos em janeiro. Segundo a gestora de pessoas, Jéssica Maximiano, a decisão foi precedida por avaliações financeiras e operacionais.

Para cobrir os turnos de folga, o hotel aumentou o número de funcionários. Maximiano afirmou que a empresa se preparou para a mudança e conseguiu manter a operação sem prejuízo ao atendimento.

A gestora também relatou melhora na retenção de talentos e no clima organizacional após a adoção da escala 5×2. De acordo com ela, as vagas em aberto passaram a ser preenchidas com mais rapidez.



Folgas, bem-estar e rotina dos funcionários

A analista de Recursos Humanos Tayara Beraldo avaliou que o dia adicional de descanso pode ajudar funcionários a resolver pendências burocráticas e reservar tempo para autocuidado e estudos. Ela relacionou esse período à redução do esgotamento e da rotatividade nas empresas.

Beraldo também mencionou que a folga pode facilitar a ida a consultas médicas que acabam sendo adiadas. Na avaliação da especialista, esse tempo livre contribui para o bem-estar dos trabalhadores.

Para a camareira Edinalva Bernardo, a mudança trouxe mais motivação para a rotina de trabalho. Ela disse que, com mais descanso, os funcionários podem retornar às atividades mais contentes e dispostos.

Etapas previstas para o fim da escala 6×1

A Proposta de Emenda à Constituição aprovada pelo Senado prevê que a primeira etapa comece 60 dias após a promulgação. Nesse momento, o limite semanal será reduzido para 42 horas, com garantia de dois dias de descanso.

Na fase seguinte, prevista para ocorrer 12 meses depois da primeira, o teto da jornada chegará a 40 horas por semana. A mudança precisa ser promulgada pela Mesa do Congresso Nacional e publicada no Diário Oficial antes de entrar em vigor.

A aplicação das novas regras também depende de regulamentações e de negociações entre sindicatos e categorias. A transição em duas etapas foi concebida para permitir que os empregadores se adaptem aos limites de jornada.

O advogado trabalhista Marcelo Braghini explicou que a forma de conceder as folgas ainda precisa ser definida por regulamentação ou negociação coletiva. Segundo ele, uma das folgas deve ocorrer preferencialmente aos domingos.



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