Hemocentro de Ribeirão Preto mobiliza transporte de sangue raríssimo para salvar paciente em Santa Catarina

Duas bolsas de sangue raro coletadas no interior de São Paulo foram encaminhadas a Florianópolis, em Santa Catarina, para atender uma mulher internada com anemia falciforme. Segundo o Hemocentro de Ribeirão Preto, a operação envolveu doadores de municípios paulistas.

O Hemocentro de Santa Catarina (Hemosc) recorreu ao Banco de Doadores de Sangue Raro após não encontrar unidades compatíveis na rede local. A busca identificou doadores em Araçatuba e Ribeirão Preto.

As coletas ocorreram em 22 de outubro de 2026, e as bolsas partiram para a capital catarinense em 23 de outubro. O transporte incluiu um trecho de carro até Campinas, onde o material embarcou em um voo.

sangue raro

A gerente do laboratório de imunohematologia do Hemocentro de Ribeirão Preto, Ana Paula Zanelli, explicou que alguns casos exigem testes além da tipagem sanguínea padrão. A mobilização reuniu serviços de São Paulo e Santa Catarina para localizar unidades com o perfil necessário.

Busca por doadores compatíveis mobilizou cidades do interior paulista

A busca do Hemosc encontrou uma doadora em Araçatuba e outro doador em Ribeirão Preto. As duas pessoas tinham o perfil sanguíneo necessário para a paciente.



Segundo Ana Paula Zanelli, gerente do laboratório de imunohematologia do Hemocentro de Ribeirão Preto, a compatibilidade habitual é verificada pela tipagem dos sistemas ABO e Rh. Para alguns pacientes, porém, é preciso ampliar os testes e analisar outros grupos sanguíneos.

Zanelli explicou que um caso é considerado raro quando a compatibilidade ocorre em menos de uma pessoa a cada mil. Para as bolsas encaminhadas a Santa Catarina, a incidência estimada era ainda menor.

Transporte das bolsas e critérios de compatibilidade sanguínea

A unidade coletada em Araçatuba ficou armazenada até ser reunida à bolsa de Ribeirão Preto. Depois, as duas seguiram de carro até o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas.

O embarque para Florianópolis ocorreu às 18h de 23 de outubro. O deslocamento combinou o transporte rodoviário entre cidades paulistas e o trecho aéreo até a capital catarinense.

De acordo com Ana Paula Zanelli, a chance de encontrar uma bolsa com aquele perfil era de uma em cada 100 mil pessoas testadas. Essa proporção torna o sangue raro enviado mais incomum do que os casos classificados como raros pelo limite de uma compatibilidade em mil pessoas.



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