A Conexão Glicada reúne pacientes com diabetes afastados do acompanhamento em Ribeirão Preto, em uma mobilização da Secretaria Municipal da Saúde. Segundo a prefeitura, a iniciativa busca retomar o cuidado na rede pública.
A rede municipal acompanha 53.196 pessoas com diabetes, e a ação foi organizada para localizar quem não comparece às unidades há pelo menos seis meses. A prefeitura informa que a busca ativa tem como objetivo reduzir complicações da doença.
A partir de 6 de novembro de 2026, os pacientes localizados são atendidos em 31 unidades da rede básica; a mobilização segue até 30 de novembro. A Secretaria Municipal da Saúde informa que enfermeiros e médicos clínicos gerais participam dos atendimentos.

A iniciativa também está ligada ao Dia Mundial do Diabetes, em 14 de novembro. A pauta aborda exames de acompanhamento e mudanças no rastreamento da doença adotadas pela rede municipal.
Conexão Glicada retoma o acompanhamento em 31 unidades
Na consulta da Conexão Glicada, os profissionais verificam peso, altura e pressão arterial dos pacientes convocados. A Secretaria Municipal da Saúde também prevê a solicitação de exames de controle que estejam atrasados.
Entre esses exames está a hemoglobina glicada, que indica a média da glicose no sangue ao longo dos últimos meses. O resultado ajuda a acompanhar o controle do diabetes, conforme a descrição da secretaria.
O atendimento inclui ainda a avaliação dos pés, que pode identificar lesões antes que evoluam para feridas graves. Rute Rezende, enfermeira das ações de doenças crônicas não transmissíveis da secretaria, afirma que o diabetes mal controlado pode levar a complicações como amputações, cegueira e risco cardíaco.
Rastreamento e exames para identificar e controlar o diabetes
A Secretaria Municipal da Saúde ampliou a idade inicial para o rastreamento de adultos sem sintomas: o teste é indicado a partir dos 35 anos, em vez dos 40 anos previstos na orientação anterior. Para pessoas mais jovens, a investigação é indicada quando há excesso de peso e pelo menos mais um fator de risco.
O rastreio inicial combina glicemia de jejum e hemoglobina glicada, coletadas na mesma amostra de sangue. Segundo a prefeitura, o diabetes pode permanecer sem sinais no início e ser identificado em exames de rotina.
Desde 3 de novembro de 2026, a rede municipal também utiliza uma nova versão do teste oral de tolerância à glicose, conhecido como curva glicêmica. O exame passou a durar uma hora, metade do tempo anterior, e, segundo a Secretaria Municipal da Saúde, permite detectar a doença mais cedo.
Serviço
- Evento: Conexão Glicada
- Data: de 6 a 30 de novembro de 2026
- Local: 31 unidades da rede básica de Ribeirão Preto


