A Prefeitura de Ribeirão Preto iniciou estudos técnicos para modernizar a gestão dos serviços de água e esgoto. A iniciativa busca avaliar alternativas para aprimorar a estrutura do setor e enfrentar problemas históricos de abastecimento.
Segundo a prefeitura, a Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia (Fundace) dará assessoria técnica ao trabalho. A análise abrange opções para o modelo de gestão municipal.
O estudo foi iniciado durante a gestão do prefeito Ricardo Silva (PSD), em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. A notícia foi publicada em 20 de outubro de 2026.

O sistema municipal enfrenta desafios estruturais que afetam a regularidade do abastecimento. A avaliação reúne aspectos administrativos, operacionais e de infraestrutura relacionados aos serviços de saneamento.
Estudos técnicos vão avaliar alternativas para a gestão municipal
A assessoria da Fundace deve apoiar a avaliação de diferentes formatos administrativos e operacionais, entre eles a possibilidade de criar uma empresa pública municipal. Segundo a prefeitura, os estudos também abrangerão aspectos econômico-financeiros e patrimoniais, além das implicações administrativas e jurídicas de cada alternativa.
O prefeito Ricardo Silva afirmou que a transformação do antigo Departamento de Água e Esgotos de Ribeirão Preto (Daerp) em secretaria municipal foi, em sua avaliação, um equívoco. Ele apontou limitações administrativas para uma atividade que, segundo declarou, exige autonomia, agilidade e capacidade de investimento.
Silva disse que a proposta não é privatizar os serviços, mas fortalecer a gestão pública. O prefeito também afirmou que os direitos e as garantias dos servidores serão preservados, reconhecendo a experiência e o conhecimento técnico desses profissionais no funcionamento do sistema.
Rede antiga e perdas de água evidenciam desafios do saneamento
O diagnóstico municipal identifica tubulações antigas e complexas, problemas nas conexões entre redes e divergências nos cadastros da infraestrutura existente. Também aponta dificuldades para controlar a pressão e perdas de água que afetam o abastecimento em Ribeirão Preto.
Conforme o Plano Municipal de Saneamento Básico, um levantamento de 2024 indicou a necessidade de substituir mais de 300 quilômetros de redes antigas e cerca de 60 mil ramais domiciliares. A extensão total da rede de distribuição é de aproximadamente 2.400 quilômetros.
O secretário municipal de Água e Esgoto, José Rui Bonatto, informou que o plano de trabalho prevê análise detalhada das alternativas e elaboração dos documentos legais necessários caso se opte pela constituição de uma empresa pública. Segundo ele, as informações reunidas deverão dar segurança à decisão e permitir avaliar qual formato atende melhor às necessidades municipais e à melhoria dos serviços.


