Impacto do temporal no campus
Um intenso temporal afetou Ribeirão Preto, especialmente no campus da USP, na manhã de 24 de julho. Com ventos que chegaram a até 120 km/h, a tempestade resultou na queda de diversas árvores, impactando gravemente a infraestrutura local. O fornecimento de energia foi interrompido, os acessos ao campus foram bloqueados e o funcionamento de salas de aula, laboratórios e setores administrativos ficou comprometido.
A força da tempestade deixou um rastro de destruição: árvores caíram sobre a rede elétrica, causando o colapso de postes e cabos. O campus, sem energia durante o fim de semana, começou a ter o abastecimento restabelecido apenas no domingo, mas áreas inteiras continuavam sem eletricidade na segunda-feira.
O impacto foi significativo, não apenas pela energia, mas também pelo destelhamento de prédios que permitiu a infiltração de água, inundando salas e laboratórios. O acúmulo de folhas nas calhas agravou as infiltrações e a situação foi complicada pelas chuvas que continuaram nos dias seguintes.

Reunião emergencial da Reitoria
Em resposta aos estragos, no dia 25 de julho, o reitor da USP, Aluisio Segurado, acompanhado do chefe de Gabinete da Reitoria, Edmilson Dias de Freitas, realizou uma visita ao campus para avaliar os danos. Eles se reuniram com a prefeita do campus, Lea Assed Bezerra da Silva, e outros diretores, com o objetivo de identificar as necessidades mais urgentes e traçar um plano de recuperação da infraestrutura afetada.
Neste encontro, Segurado enfatizou a importância de acelerar os reparos emergenciais. Ele mencionou que, apesar da gravidade da situação, o mais importante era que não houve vítimas: “Vamos resolver as questões o mais rapidamente possível. Felizmente não tivemos nenhuma vítima. Esse é o dado mais importante. Os danos materiais nós vamos conseguir recuperar”.
Danos nos laboratórios e salas de aula
Análises preliminares dos diretores das Unidades indicaram prejuízos alarmantes. A Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) foi uma das mais afetadas, com o Departamento de Química registrando destelhamento e inundações. Muitos laboratórios ficaram completamente alagados, e uma parede que sustentava parte da cobertura desabou devido à pressão da água.
A Escola de Enfermagem (EERP) também sofreu, com uma árvore de grande porte causando danos ao telhado do prédio administrativo e levando a infiltrações que afetaram equipamentos críticos. A Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) teve seu prédio local da Fiocruz impactado, com parte da cobertura arrancada e infiltrações atingindo seus laboratórios. Os problemas não pararam por aí; na Escola de Educação Física e Esporte (EEFERP), o fechamento lateral de dois ginásios foi quase completamente destruído, comprometendo a piscina e outros equipamentos.
Os danos registrados na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFRP) incluíram a quebra de vidros e danos em aparelhos de ar-condicionado, enquanto a Faculdade de Direito (FDRP) e a Faculdade de Odontologia (Forp) também contabilizaram danos estruturais significativos, incluindo a cobertura danificada da garagem de veículos oficiais.
Ações urgentes para recuperação
Para garantir a recuperação, a Reitoria expressou a necessidade de utilizar instrumentos legais existentes que possibilitem a contratação rápida de serviços de remoção de árvores e reparo das edificações. Foi discutido que a declaração de situação de emergência pelo município poderia facilitar esses procedimentos, permitindo um fluxo mais ágil nas contratações necessárias.
A prefeita do campus, Lea Assed Bezerra da Silva, destacou que a prioridade será concentrar esforços nas ações emergenciais. Equipes especializadas foram mobilizadas para remover as árvores caídas e avaliar os telhados afetados para iniciar as contratações para reparos. Ela mencionou: “Devemos começar pelos telhados e coberturas, porque as chuvas continuam. Se isso não for resolvido emergencialmente, novos danos vão acontecer”.
Avaliação das infraestruturas danificadas
A avaliação da situação é contínua e envolverá um levantamento detalhado dos danos para dimensionar adequadamente a extensão dos prejuízos. A Reitoria, juntamente com a Coordenadoria de Administração Geral (Codage) e suporte jurídico da Procuradoria Geral da Universidade, acompanhará todas as etapas do processo e se responsabilizará pela alocação de recursos que serão necessários para a realização dos reparos.
Prioridades na recuperação das unidades
O plano de recuperação tem como prioridade resolver as questões que afetam diretamente a segurança e o ensino, com atenção especial a laboratórios e salas de aula para minimizar interrupções nas atividades acadêmicas. O gerenciamento eficiente da situação se torna vital, considerando o aumento das complicações que surgem com o passar do tempo após um evento como esse.
Mobilização das equipes técnicas
As equipes técnicas da Prefeitura do Campus, em parceria com as Unidades, estarão diretamente envolvidas no processo de recuperação, garantindo que a resposta seja rápida e eficaz. A colaboração entre os diversos setores da universidade é fundamental para que as obras ocorram em uma ordem lógica e minimizem o impacto nas atividades diárias dos alunos e funcionários.
Situação de emergência declarada
A situação de emergência gerada pela tempestade foi oficialmente reconhecida, permitindo que a administração busque recursos de forma mais ágil e se ative prioritariamente na restauração dos serviços essenciais. Essa postura reflete a responsabilidade da universidade não apenas em responder a emergências, mas também em prevenir futuros desastres através de um monitoramento adequado do clima.
Rescaldo e reparos planejados
Os reparos planejados envolverão uma ampla gama de ações, desde a remoção de árvores caídas até o conserto de telhados e espaços internos danificados. A documentação precisa dos danos será essencial para fundamentar as contratações e justificar os recursos solicitados.
Desafios futuros após o desastre
A experiência com esse evento extremo destaca a necessidade de preparação para situações similares no futuro. Como afirmou o chefe do Gabinete da Reitoria, Edmilson Dias de Freitas, especialistas em meteorologia alertam que tais fenômenos podem se tornar mais frequentes. Isso evidência a importância de aprimorar os sistemas de monitoramento e alerta, evitando desastres potenciais nas próximas tempestades.
Adicionalmente, implementar um sistema de monitoramento eficaz não só para o campus, mas em toda a região de Ribeirão Preto, é uma medida que contribuirá para mitigar os efeitos de situações climáticas severas. A colaboração entre a universidade e a Defesa Civil será crucial para desenvolver instrumentos mais eficazes e garantir a segurança de todos.
Portanto, o foco permanece em realizar a recuperação de maneira rápida e eficiente, garantindo que as atividades acadêmicas não sejam prejudicadas a longo prazo, e que a infraestrutura do campus esteja preparada para enfrentar os desafios que estão por vir.


