A votação em Ribeirão Preto e Franca foi encerrada às 17h de 25 de outubro de 2026, apesar da decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de estender o horário até as 19h. Escolas das duas cidades concluíram os trabalhos no horário regular.
Zanin atendeu a um pedido da coligação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que solicitou a prorrogação em municípios afetados por problemas no transporte público. A decisão foi anunciada quando parte das equipes já realizava os procedimentos de encerramento.
O episódio envolveu seções eleitorais de Ribeirão Preto e Franca, no interior de São Paulo. Em Franca, equipes da Escola Estadual Coronel Francisco Martins informaram que não receberam orientação oficial sobre a mudança antes de lacrar as urnas.

Relatos de equipes e cartórios eleitorais mostram que houve indefinição sobre como aplicar a decisão em locais onde a votação já havia sido encerrada. Em Franca, o cartório da 46ª Zona Eleitoral confirmou o fechamento das seções conforme orientação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).
Decisão de Zanin e pedido de prorrogação da votação
A solicitação da coligação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi apresentada como pedido de liminar de urgência e se referia a municípios afetados por problemas no transporte público. A medida buscava ampliar o período de votação nesses locais.
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) informou que mais de 80% das urnas já tinham sido finalizadas quando a decisão do Supremo Tribunal Federal chegou às equipes. O estágio dos trabalhos ajudou a explicar por que a orientação não foi aplicada de forma uniforme nas seções.
Conforme as informações divulgadas sobre o procedimento eleitoral, urnas que já tinham sido fechadas não podiam ser reabertas. Assim, a votação em Ribeirão Preto e Franca seguiu o encerramento realizado pelas equipes, enquanto cartórios aguardavam esclarecimentos sobre os locais ainda em atividade.
Encerramento das urnas e falta de orientação nas cidades
Na Escola Estadual Coronel Francisco Martins, em Franca, a responsável pelo apoio logístico, Alessandra Xavier, afirmou que as urnas foram lacradas, as mídias impressas e encaminhadas ao cartório eleitoral. Ela disse que a equipe não recebeu instruções oficiais sobre a prorrogação nem sobre como proceder caso precisasse retornar à unidade.
No Colégio Marista, em Ribeirão Preto, os portões permaneceram abertos por orientação da organização, mas os equipamentos já estavam desligados e não podiam ser religados. Os mesários foram dispensados enquanto o local aguardava novas informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE); na 265ª Zona Eleitoral, o cartório também aguardava ordens oficiais.
Em Franca, o chefe do cartório da 46ª Zona Eleitoral, Marcelo Queiroz, informou que o TRE-SP orientou a não prorrogar seções já encerradas. Segundo ele, as mídias seriam recebidas no cartório e os dados, transmitidos ao TSE.
O encerramento definitivo também foi registrado em cidades como Altinópolis, Barretos, Batatais, Jaboticabal e Ribeirão Preto. Já equipes de Brodowski, Cravinhos, Dumont, Guatapará e Serrana permaneciam de sobreaviso ou recolhiam materiais enquanto aguardavam posicionamento oficial do TSE.


