A votação de Lula em Ribeirão Preto e Franca cresceu 28,71% entre os turnos das eleições presidenciais de 2026, segundo o levantamento dos resultados municipais. O avanço ocorreu nas 66 cidades da região.
Na comparação, o levantamento informa que Lula recebeu 449.388 votos no primeiro turno e 577.488 no segundo, mas atribui ao acréscimo 128.828 votos. A diferença entre esses totais é de 128.100 votos, uma divergência nos números apresentados.
A análise considera as votações de 4 e 25 de outubro de 2026. Flávio Bolsonaro também ampliou sua votação na região, e teve aumento maior em números absolutos que Lula em apenas uma das 66 cidades.

Apesar do crescimento petista, Flávio terminou o segundo turno à frente na região, com 59,27% dos votos válidos, ante 40,73% de Lula. A disputa também mudou o resultado municipal: Lula passou a liderar em sete cidades, enquanto Flávio venceu em 59.
Crescimento da votação e comparação entre os turnos
O levantamento municipal calcula o crescimento percentual de cada candidato com base na votação que ele próprio recebeu no primeiro turno. Por isso, a variação não corresponde a uma mudança em pontos percentuais na participação dos votos válidos.
Na comparação entre as duas etapas, Flávio Bolsonaro teve aumento de 8,54%, segundo os resultados municipais. Esse percentual expressa a variação em relação ao total que o candidato do PL havia obtido na primeira votação.
Os totais de Lula e Flávio nos dois turnos não permitem identificar a origem dos votos adicionais. Os dados não mostram quantos eleitores trocaram de candidato, votaram em branco ou nulo ou passaram a comparecer às urnas.
Flávio mantém a liderança regional, mas diferença diminui
A margem de Flávio Bolsonaro sobre Lula caiu de 325.735 votos no primeiro turno para 263.025 no segundo, na soma regional. A redução entre as duas votações foi de 62.710 votos.
Esse recuo corresponde a aproximadamente 19,3% da vantagem que o candidato do PL tinha na primeira etapa. Mesmo com a diminuição da diferença, Flávio permaneceu à frente na soma dos municípios da região.
O levantamento aponta, portanto, que a redução da margem não alterou a liderança regional de Flávio Bolsonaro. A comparação trata da diferença entre os candidatos nos resultados dos turnos, enquanto a distribuição dos votos válidos também variou entre os municípios.


