Causas do aumento das internações
No período de janeiro a abril de 2026, Ribeirão Preto registrou um crescimento alarmante de 202% nas internações decorrentes de síndromes respiratórias. Essa situação é preocupante e, segundo a Vigilância Epidemiológica, está conectada a vários fatores que precisam ser analisados.
Um dos principais motivos para esse aumento é a prevalência do vírus Influenza A, que responde por 35% dos casos graves. Além do Influenza, outros vírus como o rinovírus e a Covid-19 também têm contribuído significativamente para essa escalada nas internações. Com o tempo mais frio e a tendência de aglomerações, as infecções respiratórias tendem a se multiplicar.
Impacto da baixa vacinação
Outro fator crítico que agrava esta crise de saúde pública é a baixa taxa de vacinação na população, especialmente entre crianças e idosos. A cobertura vacinal em Ribeirão Preto é alarmante: menos de 20% das crianças e 40% dos idosos estão vacinados. Essa situação é preocupante, pois torna a população mais vulnerável a infecções respiratórias e suas complicações. Sem uma vacinação adequada, a população se torna mais suscetível a surtos de doenças respiratórias.

Síndrome Respiratória Aguda Grave
A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é uma condição caracterizada pela dificuldade respiratória e pode ter um impacto severo, especialmente em grupos de risco, como crianças, idosos e pessoas com comorbidades. De acordo com os dados mais recentes, 88 das internações correspondem a crianças, indicando que a SRAG também afeta gravemente os mais jovens, que são mais sensíveis a infecções respiratórias.
Essas infecções, muito comuns em diferentes épocas do ano, apresentam um potencial de agravamento, especialmente quando não são tratadas com a devida atenção. A possibilidade de evolução de quadros simples de gripe para formas agudas de SRAG é um alerta que deve ser levado em consideração por profissionais de saúde e pela população em geral.
Alertas para a população
Os sinais de alerta mais significativos, como a dificuldade em respirar, devem ser observados com atenção. O infectologista Lucas Agra menciona que a dispneia, ou falta de ar, é um dos principais sintomas que indicam a necessidade de atendimento médico imediato. O primeiro sinal pode ser confundido com sintomas comuns de resfriados, levando a uma fatalidade se não tratado a tempo.
Recomendações de saúde
Com a chegada do outono e a queda da temperatura, o ambiente se torna propício para a disseminação dos vírus respiratórios. Os profissionais de saúde recomendam que qualquer pessoa que apresente tosse e falta de ar busque atendimento médico o mais rápido possível. A aglomeração em ambientes fechados e mal ventilados só aumenta as chances de transmissão dos vírus, fazendo da assistência médica uma prioridade neste momento.
Estatísticas de internação
Para o ano de 2026, até agora, são reportados 403 casos de internação por síndromes respiratórias, com 21 óbitos confirmados. A vigilância epidemiológica alerta que o padrão de internação é preocupante e requer atenção da população, especialmente em períodos de maior risco, como o outono e o inverno.
As internacões começaram a aumentar drasticamente em março, com 108 registros, atingindo 148 internações em abril. Até o dia 10 de maio, já eram 34 casos graves reportados, o que mostra que a situação é subsistente e requer ação imediata.
Cobertura vacinal preocupante
A baixa adesão às vacinas, uma das principais formas de prevenção, é alarmante. Luzia Marcia Romanholi Passos, a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, ressalta que a vacinal de gripe deste ano está aquém do esperado. A meta do Ministério da Saúde de imunizar 90% dos grupos prioritários não tem sido atingida. Essas coberturas de menos de 20% para crianças e 40% para idosos também indicam uma falta de conscientização sobre a importância das vacinas na prevenção de surtos e internações.
A importância da imunização
A imunização é uma barreira crítica que protege não apenas a saúde individual, mas também a saúde coletiva. Se a maioria da população estiver vacinada, a transmissão de vírus se torna mais difícil, reduzindo assim o risco de surtos. Medidas como campanhas de vacinação e acessibilidade das informações sobre vacinas são fundamentais para reverter o cenário atual.
Dicas para prevenir infecções
As infecções respiratórias podem ser prevenidas com algumas práticas simples que todos devem adotar:
- Usar máscara em locais públicos, especialmente em situações de aglomeração.
- Manter distância social, sempre que possível.
- Praticar a higiene das mãos com frequência, usando água e sabão ou álcool em gel.
- Evitar tocar o rosto, principalmente a boca, olhos e nariz.
- Cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, preferencialmente com um lenço ou o cotovelo.
O papel da higiene e saúde pública
A situação atual exige uma combinação de esforços individuais e coletivos para evitar novas internações por síndromes respiratórias. A implementação de campanhas de conscientização e reforço nas práticas de higiene pública tornam-se essenciais para conter a proliferação de vírus. A colaboração da comunidade e das autoridades de saúde é fundamental para enfrentar essa situação.
Com uma abordagem coordenada, os casos de internação podem ser controlados, e a saúde da população só pode ser garantida com ações eficazes para mitigar a propagação de doenças respiratórias.


