Hantavirose em São Paulo: região de Ribeirão tem dois casos

A hantavirose em São Paulo teve quatro casos confirmados em 2026, segundo a Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo (SES). Dois pacientes são da região de Ribeirão Preto.

Os casos da região foram identificados em Guariba e Ribeirão Preto. As outras ocorrências são de Oscar Bressane, na região de Marília, e Matão, na região de Araraquara.

Em informação publicada em 28 de outubro de 2026, a SES confirmou uma morte e informou que o local provável de infecção ainda estava em investigação. Todos os pacientes infectados eram trabalhadores rurais, e os demais estavam em recuperação.

hantavirose em São Paulo

A doença é transmitida por excretas de roedores silvestres e pode começar com sintomas inespecíficos, conforme explicou uma representante do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE). A notícia também aborda os locais de risco e medidas de prevenção.

Casos de hantavirose confirmados em São Paulo e situação dos pacientes

Além dos casos confirmados, a Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo (SES) informou que não havia novos casos suspeitos em análise. O dado integra o acompanhamento estadual da hantavirose em São Paulo.

Segundo a SES, todos os infectados eram trabalhadores rurais. Essa informação foi divulgada junto ao balanço das ocorrências registradas no estado em 2026.



Sobre a morte confirmada, a Secretaria não havia estabelecido o local provável de infecção. A investigação ainda buscava esclarecer onde ocorreu a exposição ao vírus.

Transmissão, sintomas e prevenção da hantavirose

A hantavirose é transmitida por partículas de urina, fezes ou saliva de roedores silvestres. Gisele Freitas, diretora técnica de Saúde da Divisão de Zoonoses do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), explicou que, depois que essas excretas secam, a movimentação no ambiente pode levantar partículas contaminadas, que são inaladas.

Os sintomas iniciais são inespecíficos e podem incluir febre, dor de cabeça, dores no corpo, náusea, vômito e dor abdominal. De acordo com Freitas, como esses sinais também aparecem em outras doenças, o diagnóstico pode ocorrer quando o quadro já está grave; a hantavirose atinge os pulmões e não tem tratamento específico, sendo oferecidos cuidados de suporte para os sintomas.

Paióis, galpões e empresas com muitos paletes são exemplos de locais fechados onde o vírus pode estar presente, especialmente quando há alimento, lixo ou abrigo que atraia roedores. A prevenção inclui guardar alimentos bem fechados e acondicionados, descartar o lixo em locais apropriados e, para trabalhadores, usar equipamentos de proteção individual, como luvas e máscaras adequadas.

Antes de entrar em um espaço com suspeita de roedores, a orientação é ventilar o ambiente por pelo menos 30 minutos. Freitas também recomenda umedecer o local com água sanitária ou outro produto adequado antes da limpeza e evitar sopradores de ar, que podem dispersar partículas contaminadas.



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