Justiça autoriza exame de insanidade mental de Bigodini e suspende audiência em Ribeirão Preto, SP

A Justiça de Ribeirão Preto autorizou o exame de insanidade de Bigodini e suspendeu a audiência de instrução do processo criminal. A decisão foi tomada em 19 de outubro de 2026.

O processo teve origem em um acidente ocorrido em 28 de setembro de 2025, na Avenida do Café, em Ribeirão Preto. Segundo a Polícia Civil, o vereador dirigia o veículo que colidiu contra uma árvore.

Roger Ronan da Silva, conhecido como Bigodini, é vereador pelo MDB e responde à ação em liberdade. A defesa pediu a perícia após apresentar documentos psiquiátricos particulares.

exame de insanidade de Bigodini

De acordo com a decisão da 1ª Vara Criminal, o andamento da ação penal ficará suspenso até a conclusão do laudo médico oficial. A avaliação deverá examinar a condição mental do parlamentar na época dos fatos investigados.

Decisão judicial e pedido de perícia

A audiência de instrução marcada para 19 de outubro foi a terceira tentativa do Judiciário local de realizar essa etapa do processo. Com a autorização do exame de insanidade de Bigodini, as testemunhas previstas para a sessão foram dispensadas e o depoimento não ocorreu.

O pedido foi apresentado pela advogada Maria Cláudia de Seixas, que anexou pareceres psiquiátrico e psicológico particulares. Conforme os documentos da defesa, entrevistas e avaliações das funções mentais apontaram dependência de álcool, transtorno de ansiedade generalizada e intoxicação aguda por álcool na época dos fatos.



A defesa sustentou que esses quadros poderiam ter comprometido a capacidade de entendimento e determinação do vereador, mas afirmou que não pretendia antecipar uma conclusão sobre sua imputabilidade penal. A 1ª Vara Criminal acolheu o pedido e determinou o agendamento urgente da perícia oficial; o processo permanece suspenso até a emissão do laudo médico definitivo.

Acidente de 2025 e investigação policial

Na ocorrência, Bigodini e a ex-namorada disseram inicialmente aos policiais militares que ela conduzia o veículo, embora não tivesse carteira nacional de habilitação, e que ele estava no banco do passageiro. A Polícia Civil contestou essa versão com laudos do Instituto de Criminalística, imagens de câmeras de segurança e dados do rastreador do automóvel.

Segundo a investigação, as imagens mostram o vereador saindo pelo lado do motorista e a ex-namorada pelo lado do passageiro. O vídeo também registra a mulher entregando uma garrafa de uísque a um homem no local antes da chegada da viatura; já o rastreador indicou que o carro atingiu até 183 km/h na Rodovia Anhanguera.

Após a conclusão do inquérito, Bigodini foi indiciado e denunciado por embriaguez ao volante, falsidade ideológica, fraude processual e direção perigosa, acusações às quais responde em liberdade. Isabela de Cássia também se tornou ré por falsidade ideológica, fraude processual e autoacusação falsa; na esfera política, a Câmara aprovou a suspensão do mandato do vereador por 180 dias, e ele reassumiu o cargo em maio de 2026.



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