A transformação de Rafaela
Rafaela Nogueira, uma menina de 10 anos, decidiu mudar seus hábitos para combater a obesidade infantil que enfrentava. Com o apoio da família, ela começou a praticar crossfit e levou seis colegas de escola para se juntarem a ela nessa jornada. A mudança começou com uma aula experimental, onde ela se divertiu e decidiu que queria que seus amigos também experimentassem. Sua mãe, Jessica, afirmou que todos na família passaram a ter uma alimentação mais saudável em apoio a Rafa.
A transformação de Rafaela foi significativa. Antes, ela enfrentava dificuldades como ganhar peso desde os 3 anos devido a um tratamento com corticoides, que aumentou seu apetite. Isso a levou a se sentir desconfortável e a chorar ao tentar comprar roupas. Após perceber a necessidade de mudança, Rafaela começou a incluir mais frutas na dieta, mesmo que ainda não goste de certos vegetais.
O cenário da obesidade infantil em Ribeirão Preto
Em Ribeirão Preto, a situação da obesidade infantil é alarmante. Quase quatro em cada dez adolescentes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade têm sobrepeso ou obesidade. Relatos de setembro de 2026 indicavam que o índice de sobrepeso entre adolescentes de 10 a 19 anos chegava a 39,3%, um aumento significativo em relação aos anos anteriores. Esse número traz à tona a importância de iniciativas para lidar com o problema de saúde pública relacionado à obesidade infantil.

O Núcleo de Obesidade Infantil (Nobin), inaugurado pela prefeitura em dezembro de 2025, vem atendendo crianças e adolescentes que enfrentam esse desafio. No entanto, o índice de faltas às consultas é preocupante, com 54% das consultas agendadas entre janeiro e setembro de 2026 tendo ausência dos pacientes, o que dificulta ainda mais a abordagem do tratado solicitado.
Mudanças na família e na alimentação
A mudança na família de Rafaela foi crucial para sua jornada. Jessica, a mãe, comentou que antes, lanches e comidas diversas eram frequentes em suas refeições, o que contribuía para os problemas de obesidade. Após perceber os efeitos adversos da alimentação na saúde da filha, toda a família adotou uma nova rotina, com refeições equilibradas e porções adequadas. Além de incentivar Rafaela, Jessica também se tornou um exemplo ao perder peso e adotar hábitos saudáveis.
< h2>Faltas nas consultas de obesidade
Apesar de iniciativas como o Nobin, as faltas em consultas são um fenômeno que se repete. Muitos pacientes não comparecem aos agendamentos, o que indica a necessidade de estratégias que facilitem o acesso ao cuidado e tratamento da obesidade infantil. A dificuldade de transporte e o horário das consultas costumam ser obstáculos, especialmente para famílias que dependem de ajuda para levar as crianças às aulas e consultas médicas.
Recomendações da Organização Mundial da Saúde
Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou novas diretrizes para o tratamento da obesidade em crianças e adolescentes. As recomendações incluem a adoção de uma alimentação saudável, a prática regular de atividade física e mudanças comportamentais. Para crianças menores de 10 anos, a OMS não recomenda o uso de medicamentos ou cirurgias bariátricas, priorizando sempre o controle do peso e a saúde de maneira integrada e atenta ao desenvolvimento psicológico das crianças.

